Hospital de Palmas poderá fazer cerca de 500 atendimentos por mês, mas não há data para início do serviço

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Governo do estado e prefeitura firmaram parceria com o Hospital Padre Luso para a realização de cirurgias eletivas no fim de maio, após problemas com a regulação para o Hospital Geral de Palmas (HGP). Hospital terá capacidade para 500 atendimentos por mês em parceria com prefeitura e estado
O Hospital Padre Luso, na região sul de Palmas, uma das unidades que firmou parceria com o poder público com intuito de desafogar o Hospital Geral de Palmas (HGP), vai poder realizar cerca de 500 atendimentos por mês. Mas ainda não há previsão para início da prestação do serviço.
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O anúncio da parceria aconteceu no dia 27 de maio, após reunião entre o governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) e a prefeita de Palmas, Cinthia Ribeiro (PSDB), em que firmaram uma parceria com a unidade para reestruturar os dois centros cirúrgicos para a realização de cirurgias eletivas. As gestões foram questionadas para saber quando começam os atendimentos, mas não houve resposta.
“Poderia acontecer uma contratualização do serviço, a gente fez uma proposta. Ou o aluguel do prédio, que também é um projeto, porque isso tornaria o hospital um serviço público municipal, um hospital de pequeno porte do município de Palmas”, explicou Maria Alice de Araújo, coordenadora-geral do hospital Padre Luso.
A entidade filantrópica sem fins lucrativos está localizada no Jardim Aureny III atende desde 2007. A unidade foi ampliada e conta com salas amplas e prontas para receber os equipamentos hospitalares, além de ambulatório.
Hospital Padre Luso, em Palmas
TV Anhanguera/Reprodução
“São apartamentos para 26 leitos, leitos de pós-operatório, duas salas cirúrgicas bem grandes que atendem toda essa demanda, além de todas as unidades, de cozinha, de estoque. Temos anexo o ambulatório, que já está funcionando. O ambulatório realiza pequenas cirurgias de pequeno porte, consultas médicas, exames laboratoriais, ultrassonografia e a endoscopia. São diversos serviços”, disse a coordenadora.
Segundo informou o governo do estado no anúncio da parceria, para o novo hospital seriam encaminhadas as cirurgias eletivas das especialidades de ginecologia, ortopedia e cirurgia geral. A regulação dos pacientes seria de responsabilidade da Secretaria Municipal de Saúde, diretamente das UPAs, para os hospitais credenciados ou conveniados. Mas por enquanto, ainda não foram estipulados prazos.
Ortopedia
Outra mudança é relacionada ao atendimento ortopédico, uma das especialidades que mais compromete a capacidade de atendimento do HGP. Cinthia Ribeiro anunciou que a partir desta quinta-feira (1º), os casos ortopédicos que chegam até as UPAs poderão ser regulados diretamente para o hospital IOP, outra unidade que firmou parceria com o município para resolver a crise na regulação de pacientes. Esse atendimento também terá contrapartida do governo estadual.
A Prefeitura de Palmas foi questionada para se os atendimentos de ortopedia na rede municipal já estavam sendo regulados diretamente para o hospital ortopédico, mas não tivemos um retorno até a publicação desta reportagem.
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Relembre o problema da regulação
A crise no setor de regulação da Secretaria de Estado da Saúde (SES) piorou em novembro de 2021, quando o estado resolveu fechar as portas do HGP por causa da superlotação e implantou um novo sistema de regulação.
Em um ano, 42 pacientes que estavam nas Unidades de Pronto Atendimento de Palmas morreram na fila da regulação esperando por uma vaga no HGP ou outra unidade com estrutura para atender casos mais graves. O levantamento foi feito pela direção das UPAs e os dados são referentes ao período entre maio do ano passado até o dia 11 deste mês.
Um dos últimos casos envolveu a empregada doméstica Aurilene Lima da Silva, de 41 anos. Ela morreu na UPA Sul com suspeita de dengue hemorrádica, depois de tentar três vezes uma transferência para o HGP.
Hospital Geral de Palmas é o maior do estado
André Araújo/Governo do Tocantins
A responsabilidade sobre a morte da paciente causou polêmica e discussão entre os secretários municipal e estadual de saúde.
Dias atrás, o governo chegou a anunciar a criação de uma comissão técnica para atuar diretamente nas Unidades de Pronto Atendimento da capital. A comissão é formada por médicos e enfermeiros do estado. O principal objetivo, segundo o governo, será garantir que pacientes encaminhados ao HGP sejam realmente de média e alta complexidade.
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Fonte: G1 Tocantins