Estado prepara plano de contingência para varíola dos macacos após primeiro diagnóstico

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Caso foi confirmado no início desta semana e paciente recebeu alta após completar isolamento. No Brasil são mais de 800 confirmações da doença. TO segue com um caso confirmado da varíola dos macacos e elabora plano de contingência
O Tocantins segue com apenas um caso confirmado de varíola dos macacos, mas um plano de contingência da doença está sendo laborado pela Secretaria de Estado da Saúde. A previsão é de que o documento seja divulgado na próxima semana. O secretário Afonso Piva afirmou que o Estado está preparado para atender os pacientes.
O primeiro caso da doença no estado foi confirmado no início desta semana. O homem é morador de Nazaré, na região do Bico do Papagaio, e recebeu alta após completar o isolamento e passar por novos exames demonstrando que não estava mais com o vírus.
A varíola dos macacos foi declarada emergência de saúde global e mais de 16 mil casos foram relatados em 75 países, segundo a Organização Mundial de Saúde. No Brasil são mais de 800 confirmações.
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Duas notas técnicas foram enviadas aos municípios e o plano de contingência deve publicado no dia primeiro de agosto. Nesta quarta-feira (27) o secretário estadual de saúde falou como o Estado se prepara para combater a doença.
Pesquisadora analisando amostras em microscópio
TV Anhanguera/Reprodução
“O estado está fazendo várias conversas com os municípios e todo um projeto para se caso vir a aumentar nós estarmos preparados para o atendimento, assim como os municípios. Se vier uma onda forte nós estamos preparados. A equipe está observando, em todo o Brasil não está tendo esse aumento significativo, mas se nós observarmos isso vamos fazer novos planos de contingência”, explicou o secretário Afonso Piva.
Mesmo sem nenhum outro caso suspeito ou sendo investigado no Tocantins, o infectologista Flávio Milagres explica que a população deve ficar atenta.
“Ainda se desconhece uma série de situações referentes a essa doença, tais como outras formas de transmissão, se questiona a forma sexual, se questiona questões de tratamento. Hoje não temos essa vacina contra esse vírus disponível no mercado. Assim como nós aprendemos com relação a Covid, a nossa principal ação vai ser a prevenção da transmissão e disseminação dele [do vírus] no nosso meio”, explicou o médico.
Ele também orientou sobre quais as formas de prevenção. “Mantendo o distanciamento, evitando um contato pessoal próximo como beijo e abraço, eu vou conseguir diminuir o risco da exposição a essa doença que é o monkeypox”, orientou.
Imagem de pessoa infectada pela varíola dos macacos
Reprodução/TV Anhanguera
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Fonte: G1 Tocantins