Dois agropecuaristas e um PM são alvos de operação que investiga morte de brigadista do Ibama

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Brigadista do Ibama é assassinado na Ilha do Bananal; saiba mais
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta segunda-feira (1º), uma operação para aprofundar as investigações sobre o assassinato do brigadista do Ibama Sidiney de Oliveira Silva. O crime ocorreu em 15 de junho de 2024, em Formoso do Araguaia, na região sul do estado. Entre os alvos da ação estão dois agropecuaristas e um policial militar.
No dia do crime, Sidiney de Oliveira Silva foi encontrado pela irmã. Ela relatou ter ouvido duas “explosões” e, ao chegar à porta de casa, viu o irmão caído próximo ao portão. O brigadista foi atingido por dois disparos na porta da residência, em Formoso do Araguaia. Casado e pai de três filhos, Sidiney era ambientalista e brigadista experiente contratado pelo Programa Prevfogo, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
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A operação foi coordenada pela 3ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Gurupi. Durante as buscas, um dos investigados foi preso em flagrante por posse ilegal de munições. Os nomes dos suspeitos não foram divulgados. Por esse motivo, o g1 não conseguiu contato com as defesas.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o policial militar alvo da medida já está preso na sede do 4º Batalhão da PM, em Gurupi, em razão de outra investigação de homicídio. Na cela dele, os agentes apreenderam um aparelho celular e carregadores de arma de fogo.
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Sidney Silva foi morto a tiros na porta de casa em Formoso do Araguaia
Arquivo Pessoal/Cleide Oliveira
O inquérito sobre a morte de Sidiney foi transferido para a DHPP há cerca de um mês. Desde então, a Polícia Civil afirmou ter identificado elementos que apontam para a participação de diferentes pessoas no planejamento, na intermediação e na execução do crime.
O material apreendido nesta segunda-feira passará por perícia e deverá subsidiar a conclusão do inquérito. A Polícia Civil informou que as diligências continuam e que o caso segue sob sigilo para garantir a preservação das provas e o êxito das investigações.
Relembre o crime
Em abril de 2025, a família do brigadista entregou um pedido de federalização do caso ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante a abertura da 1ª Edição da Semana Nacional de Saúde, na região da Ilha do Bananal. Porém, segundo Cleide de Oliveira, irmã da vítima, a solicitação foi indeferida.
“Entregamos uma cópia de um pedido de federalização feito pelo Ibama. Não sei explicar o motivo pelo qual esse pedido foi realizado, mas ele não foi aceito. Entenderam que não havia necessidade, porém não fomos informados sobre o motivo”, afirmou.
Em julho de 2024, o Ibama também solicitou a federalização do caso ao Ministério da Justiça. Na época, o g1 questionou a pasta sobre o pedido, mas não obteve resposta.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a investigação apontou que a arma utilizada no crime foi uma espingarda cartucheira. Os disparos teriam sido feitos de uma casa abandonada localizada em frente ao local onde o brigadista estava.
Um vizinho relatou à polícia que, antes do amanhecer, viu uma motocicleta parada na esquina. Nela, estava um homem de jaqueta e capacete observando o local.
Irmã de brigadista assassinado entregou documentos do caso para ministro Dias Toffoli
Ana Paula Rehbein/TV Anhanguera
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Fonte: G1 Tocantins