Segurança se declarou com buquê de flores dois dias antes de matar ex-mulher, mãe e padrasto dela; VÍDEO

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Suspeito de cometer triplo homicídio havia se separado da vítima Aristânia de Moura Pereira há pouco tempo, segundo as autoridades. Crimes aconteceram na região sul da capital. O caso é investigado pela 1ª Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa de Palmas. Segurança se declarou com flores dois dias antes de matar ex-mulher, mãe e padrasto
Valber Oliveira da Silva, 35 anos, se declarou para a ex-mulher com um buquê de flores apenas dois dias antes de assassiná-la e depois matar a mãe e o padrasto dela. Segundo uma amiga da vítima, Aristânia de Moura Pereira, 29 anos, esse era um comportamento recorrente de Valber após as brigas do casal.
O que se sabe sobre a chacina que deixou mãe, filha e padrasto mortos; suspeito tirou a própria vida
A chacina, que deixou quatro pessoas mortas, aconteceu na quinta-feira (11). As vítimas mortas a tiros foram Aristânia, a mãe dela Antonia Mary de Moura Pereira, de 47 anos, e o padrasto Aminadabe Fernandes Rodrigues – homem trans.
Valber é apontado como suspeito dos crimes e depois de atirar nas vítimas teria tirado a própria vida. Ele teria cometido os assassinados porque não aceitava o fim do relacionamento com Aristânia.
O ex-casal tinha três filhos, sendo gêmeas de 9 anos e um menino de 6 anos. Aristânia também deixa uma filha de 14 anos, fruto de outro relacionamento. Eles teriam presenciado o crime, segundo a PM.
O vídeo, cedido pelo Jornal Sou de Palmas, teria sido gravado na terça-feira (9). Nas imagens, ele entrega as flores e pede perdão para a ex-esposa. ”Meu amor receba essas flores em sinal do meu amor por você, e que seja uma forma de você me perdoar”, diz Valber.
Valber Oliveira da Silva se declarou para a ex-mulher dois dias antes de assassiná-la
Reprodução/ Redes Sociais
Segundo a amiga de Aristânia, que preferiu não se identificar, o relacionamento de quase dez anos do ex-casal era conturbado e eles já haviam se separado algumas vezes. A amiga disse ao g1 que a declaração de Valber no vídeo aconteceu após a última separação deles.
A separação teria motivado Aristânia a se abrigar na casa da mãe e do padrasto, no dia anterior à declaração de Valber e três dias antes dos assassinatos.
“Ela foi buscar ajuda na casa da mãe, porque queria se livrar dele, e ele matou todo mundo”, afirma.
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Relembre o caso
Na noite de quinta-feira (11), por volta das 19h, Valber teria ido até a casa onde estavam Aristânia, Antonia Mary e Aminadabe. Armado com uma pistola Marca Taurus, Modelo G2C, calibre .40., ele teria discutido com as vítimas e depois ele abriu fogo, atingindo as três vítimas e depois tirando a própria vida. Ele trabalhava como segurança particular e tinha porte de arma de fogo.
Crime aconteceu no Jardim Aureny I, na região sul de Palmas
Lucas Lobo/TV Anhanguera
Quando a Polícia Militar e equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegaram ao local, encontraram duas vítimas na rua e outras duas dentro da casa.
De acordo com as autoridades, mãe e filha chegaram a ser socorridas e levadas para a UPA Sul, mas acabaram morrendo na unidade.
Aristânia levou tiros na cabeça e tórax. Quando as equipes chegaram, ela ainda estava com vida, mas foi uma das que morreu na UPA. Antônia também foi baleada no tórax e morreu assim que chegou à unidade.
Assim como mãe e filha, Aminadabe foi atingido no tórax, mas morreu no local. Depois dos assassinatos, Valber atirou contra a própria cabeça.
Quando o corpo de Valber foi encontrado pela polícia, estava com coldre de pistola na cintura e um carregador. Mas momentos após as mortes, a arma não foi estava no local, apenas as capsulas de munições .40. A polícia suspeitava que a arma tivesse sido furtada.
Na manhã desta sexta-feira (12), moradores denunciaram onde estava a pistola, que foi encontrado pela polícia em uma rua vicinal do Aureny I.
A arma foi entregue na delegacia de plantão para procedimentos cabíveis, bem como análise da perícia para avaliação de vínculo entre a arma e o crime ocorrido anteriormente.
Equipes da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil e a perícia estiveram na cena do crime. Os corpos foram levados para o Instituto Médico Legal de Palmas (IML) e liberados no final da tarde desta sexta-feira (12). O caso está sendo investigado pela DHPP.
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Fonte: G1 Tocantins